Eleição presidencial 2026 · históricos de gestão

Zema × Lula

Compara 20 dimensões documentadas das gestões recentes de Romeu Zema em Minas Gerais e Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil, com pesos públicos e limites de competência explícitos.

20 categorias analisadas54 fontes primárias e institucionaisVer conclusão
Retrato de Romeu Zema em fevereiro de 2019
Romeu ZemaMinas Gerais · 2023–mar. 2026Foto: Pedro Vilela / Governo do Estado de São Paulo · CC BY 2.0
Retrato oficial de Luiz Inácio Lula da Silva no mandato de 2023 a 2027
Luiz Inácio Lula da SilvaBrasil · 2023–atualFoto: Ricardo Stuckert / Presidência da República · CC BY 2.0
Linhas de base

O que cada período recebeu e entregou

Minas Gerais · 2023–mar. 2026
Retrato de Romeu Zema em fevereiro de 2019

Romeu Zema

Segundo mandato estadual, em continuidade ao primeiro, com melhora do emprego, superávits, redução relativa da dívida e entregas rodoviárias, além de alertas em vacinação, violência letal e promessas ainda parciais.

×
Brasil · 2023–atual
Retrato oficial de Luiz Inácio Lula da Silva no mandato de 2023 a 2027

Luiz Inácio Lula da Silva

Terceiro mandato presidencial, com queda do desemprego e da pobreza, crescimento do PIB, reforma tributária aprovada e redução recente do desmatamento, ao lado de déficit, alta da dívida, aumento da carga federal e explosão das queimadas em 2024.

Conclusão geral

Economia, serviços e compromissos: um placar com pesos e ressalvas

O relatório separa contagem simples de categorias e pontos ponderados por impacto público. Zema apresenta vantagem documentada em resultado fiscal, trajetória da dívida, carga tributária relativa e abertura de empresas. Lula apresenta vantagem no resultado de pobreza — agora acompanhado de uma análise sobre autonomia e qualificação —, na reforma tributária aprovada, na violência letal nacional e na amostra de promessas. O meio ambiente passa a empate: o desmatamento caiu, mas a Amazônia registrou em 2024 o maior número de focos de fogo desde 2007. Emprego, PIB, inflação, educação, vacinação, saúde, infraestrutura, investimento e transparência também terminam empatados. Nenhum ponto autoriza atribuição causal automática ou recomendação de voto.

7,5pontos para Romeu Zema · 4 categorias
6,5pontos para Luiz Inácio Lula da Silva · 4 categorias
20,5pontos empatados · 12 categorias
Como ler este placar: impacto direto e duradouro recebe peso 2; áreas estruturais, peso 1,5; recortes setoriais ou menos equivalentes, peso 1. O empate preserva seu peso em uma coluna própria. Os pesos são uma escolha editorial pública — não uma recomendação de voto.
Índice do relatório

20 perguntas, 20 vereditos

  1. 01
    Emprego e renda · peso 2Queda da desocupação
  2. 02
    Emprego e renda · peso 2Criação de vagas formais
  3. 03
    Atividade econômica · peso 1,5Crescimento real do PIB
  4. 04
    Poder de compra · peso 2Inflação e custo de vida
  5. 05
    Renda e proteção social · peso 2Pobreza e renda disponível
  6. 06
    Contas públicas · peso 2Resultado primário
  7. 07
    Contas públicas · peso 2Trajetória da dívida
  8. 08
    Tributação · peso 2Carga e aumentos de tributos
  9. 09
    Tributação · peso 1,5Simplificação do sistema
  10. 10
    Ambiente de negócios · peso 1,5Abertura e formalização de empresas
  11. 11
    Qualidade do gasto · peso 1,5Investimento e execução
  12. 12
    Educação · peso 2Ideb do ensino médio estadual
  13. 13
    Educação · peso 1,5Financiamento e expansão da oferta
  14. 14
    Saúde preventiva · peso 2Cobertura do calendário vacinal
  15. 15
    Acesso à saúde · peso 2Hospitais e cirurgias eletivas
  16. 16
    Infraestrutura · peso 1,5Rodovias entregues e condição da malha
  17. 17
    Transparência · peso 1,5Dados, pedidos e sigilos
  18. 18
    Meio ambiente · peso 1Desmatamento e queimadas
  19. 19
    Segurança pública · peso 1,5Violência letal e registros criminais
  20. 20
    Compromissos eleitorais · peso 1,5Promessas de 2022 auditadas
Séries em destaque

Veja a trajetória, não só o primeiro e o último número

EmpregoTaxa média anual de desocupação — Minas GeraisUnidade: %
Ver dados em tabela
Valores de Taxa média anual de desocupação — Minas Gerais
AnoValor
201810,8 %
201910,3 %
202012,7 %
202112,1 %
20227,7 %
20235,8 %
20245 %

Como ler: A variação ocorreu durante a gestão estadual, mas emprego também responde ao ciclo econômico nacional, à pandemia, aos juros e a políticas federais. Não é possível atribuição exclusiva.

EmpregoTaxa média anual de desocupação — BrasilUnidade: %
Ver dados em tabela
Valores de Taxa média anual de desocupação — Brasil
AnoValor
20229,6 %
20237,8 %
20246,6 %

Como ler: A queda combina recuperação pós-pandemia, conjuntura econômica e decisões públicas de várias esferas. O indicador não isola o efeito do governo federal.

EconomiaCrescimento real do PIB — BrasilUnidade: % ao ano
Ver dados em tabela
Valores de Crescimento real do PIB — Brasil
AnoValor
20223 % ao ano
20233,2 % ao ano
20243,4 % ao ano

Como ler: O PIB é influenciado por safra, cenário externo, juros, crédito, políticas fiscal e monetária e base de comparação.

Meio ambienteDesmatamento na Amazônia Legal — PRODESUnidade: km²
Ver dados em tabela
Valores de Desmatamento na Amazônia Legal — PRODES
AnoValor
202211.594 km²
20239.064 km²
20246.518 km²
2025*5.796 km²

Como ler: O ano PRODES vai de agosto a julho; 2023 inclui cinco meses do governo anterior e sete da gestão atual. 2025 é estimativa, enquanto 2022 é taxa consolidada.

Meio ambienteSupressão de vegetação nativa no Cerrado — PRODESUnidade: km²
Ver dados em tabela
Valores de Supressão de vegetação nativa no Cerrado — PRODES
AnoValor
202210.688,73 km²
202311.011,7 km²
20248.174,17 km²
20257.235,27 km²

Como ler: O ano PRODES vai de agosto a julho. O valor de 2023 subiu 3,02%, mas o ciclo incluiu cinco meses do governo anterior; 2024 e 2025 registraram queda.

01Emprego e rendaPeso 2×

Queda da desocupação

O mercado de trabalho melhorou durante as duas gestões?

Emprego altera renda, autonomia e acesso a oportunidades de forma direta.
Empate — melhora forte nos dois recortes
Romeu Zema · Minas Gerais, 2022–20247,7% → 5,0%
Luiz Inácio Lula da Silva · Brasil, 2022–20249,6% → 6,6%

O que os dados mostram

A taxa média anual de desocupação caiu 2,7 pontos percentuais em Minas e 3,0 pontos no Brasil. São movimentos fortes, calculados pela mesma PNAD Contínua. A melhora nacional inclui Minas; por isso a diferença de 0,3 ponto entre as quedas não é tratada como vitória de um candidato.

Fatores associados

Recuperação pós-pandemia, serviços, agropecuária, crédito, juros e políticas de renda atuaram simultaneamente. Atração estadual de investimentos e decisões federais sobre atividade podem contribuir, mas a PNAD não isola cada efeito.

Limites da conclusão

O dado permite dizer que o emprego melhorou durante os dois períodos, não que governador ou presidente tenham produzido sozinhos toda a queda.

02Emprego e rendaPeso 2×

Criação de vagas formais

O emprego com carteira cresceu em escala relevante?

Formalização afeta renda, proteção previdenciária e capacidade de consumo.
Empate — saldos positivos na mesma base
Romeu Zema · Minas Gerais, 2024+139.503 vagas
Luiz Inácio Lula da Silva · Brasil, 2024+1,7 milhão

O que os dados mostram

O Novo Caged registrou saldo de 139.503 vagas em Minas e cerca de 1,7 milhão no país em 2024. Minas respondeu por aproximadamente 8% do saldo nacional e ficou entre os três maiores resultados absolutos. Sem dividir pelo estoque de empregos de cada território, o número bruto não demonstra superioridade relativa.

Fatores associados

Serviços, indústria, construção e comércio geraram vagas. Demanda nacional, investimento privado, política monetária e ambiente regulatório estadual influenciam o mesmo mercado.

Limites da conclusão

Novo Caged mede vínculos formais, não informalidade, salário ou duração do emprego. Minas está dentro do total brasileiro; somar os dois resultados duplicaria vagas.

03Atividade econômicaPeso 1,5×

Crescimento real do PIB

A produção cresceu acima da inflação?

Crescimento sustenta emprego e arrecadação, mas não resume bem-estar.
Empate — expansão parecida em 2023
Romeu Zema · PIB de Minas, 2023+3,1%
Luiz Inácio Lula da Silva · PIB do Brasil, 2023 e 2024+3,2% · +3,4%

O que os dados mostram

No único ano fechado comum publicado nesta base, Minas cresceu 3,1% e o Brasil 3,2% em termos reais. A diferença de 0,1 ponto está muito abaixo do que sustentaria uma conclusão política robusta. O Brasil avançou 3,4% em 2024; a série mineira equivalente precisa ser lida quando consolidada pela FJP.

Fatores associados

Safra, commodities, serviços, juros, crédito e cenário internacional afetam os dois recortes. A política federal influencia Minas e o desempenho mineiro compõe o PIB brasileiro.

Limites da conclusão

PIB não mede distribuição de renda, custo de vida ou qualidade dos serviços. Estado e país também têm estruturas produtivas diferentes.

04Poder de compraPeso 2×

Inflação e custo de vida

Os preços ficaram compatíveis com a preservação da renda?

Inflação reduz renda real, sobretudo entre famílias de menor renda.
Empate — pressão de preços, competências distintas
Romeu Zema · IPCA de Belo Horizonte, 20245,96%
Luiz Inácio Lula da Silva · IPCA Brasil, 20244,83%

O que os dados mostram

O IPCA nacional fechou 2024 em 4,83%; em Belo Horizonte, o acumulado foi 5,96%. O número local foi pior, mas não é uma medida do governo estadual: juros e moeda são federais, enquanto tarifas, tributos, clima e composição regional também alteram o índice. O resultado nacional ficou acima do centro da meta de inflação.

Fatores associados

Alimentos, serviços, combustíveis, câmbio, clima, política monetária e fiscal formam o resultado. Impostos podem elevar preços, mas a transmissão varia por produto e concorrência.

Limites da conclusão

Belo Horizonte não representa todo o estado. O IPCA observado durante Lula tampouco é controlado apenas pelo Executivo federal, pois o Banco Central tem autonomia operacional.

05Renda e proteção socialPeso 2×

Pobreza e renda disponível

A melhora do trabalho e das transferências chegou às famílias?

Renda disponível e pobreza sintetizam emprego, preços e proteção social.
Vantagem no resultado; autonomia em aberto
Romeu Zema · renda domiciliar per capita de MG, 2024R$ 2.001 por pessoa
Luiz Inácio Lula da Silva · Brasil, 2024; −8,6 milhões em um ano23,1% na pobreza

O que os dados mostram

O IBGE estimou que 8,6 milhões de pessoas saíram da pobreza entre 2023 e 2024, levando a taxa nacional de 27,3% para 23,1%, menor nível da série. Sem benefícios sociais, a pobreza teria sido 28,7%. Minas registrou renda domiciliar per capita de R$ 2.001 em 2024, mas a base usada aqui não traz a mesma decomposição estadual. O resultado nacional é favorável a Lula; isso não encerra a avaliação sobre autonomia, qualificação e custo tributário.

Fatores associados

Emprego e renda do trabalho cresceram junto com as transferências. Entre as vagas formais criadas em 2024, 1,27 milhão foram ocupadas por beneficiários do Bolsa Família, segundo cruzamento administrativo do MDS com o Caged. O programa exige frequência escolar, vacinação, acompanhamento nutricional e pré-natal, mas não condiciona todo adulto a concluir formação técnica. A Regra de Proteção limita a permanência após aumento da renda, porém não cria prazo geral para famílias que continuam abaixo da linha de elegibilidade.

Limites da conclusão

Reduzir pobreza monetária é um resultado real, não prova que o desenho produza saída sustentável para todas as famílias. Auditoria do TCU já encontrou alcance baixo do público vulnerável em uma iniciativa federal de qualificação de 2018; é uma evidência histórica de que integrar transferência, capacitação e emprego continua sendo um ponto de atenção. Vincular benefício a curso obrigatório é uma proposta de política pública, cujo efeito sobre mães cuidadoras, pessoas com deficiência e regiões sem oferta de cursos teria de ser avaliado.

06Contas públicasPeso 2×

Resultado primário

Receitas e despesas não financeiras fecharam em posição sustentável?

Desequilíbrio persistente pressiona juros, dívida, impostos e serviços futuros.
Vantagem fiscal para Zema
Romeu Zema · Minas Gerais, 2024+R$ 4,54 bi · +4,4% RCL
Luiz Inácio Lula da Silva · Governo Central, 2024, com extraordinárias−R$ 43,0 bi

O que os dados mostram

Minas registrou superávit primário de R$ 4,537 bilhões em 2024, cerca de 4,4% da RCL, e superávit orçamentário de R$ 1,108 bilhão em 2025. O Governo Central teve déficit primário de R$ 43,004 bilhões em 2024 com despesas extraordinárias; na regra da meta, que permitiu excluir R$ 32 bilhões, o déficit considerado foi R$ 11,032 bilhões. A direção dos resultados favorece Zema.

Fatores associados

Arrecadação, inflação, transferências, reparações, regras fiscais e juros importam. A LC 200 criou um novo regime fiscal federal, mas sua existência não elimina o déficit observado.

Limites da conclusão

RCL estadual e receita federal não são conceitos idênticos. O percentual ajusta escala sem transformar União e estado em unidades iguais.

07Contas públicasPeso 2×

Trajetória da dívida

A dívida ficou mais suportável em relação à economia e à receita?

Dívida crescente desloca orçamento para juros e reduz espaço para políticas públicas.
Vantagem de trajetória para Zema
Romeu Zema · DCL de Minas, 2018–2024189,0% → 162,6% da RCL
Luiz Inácio Lula da Silva · dívida bruta do Brasil, 2024–202576,3% → 78,7% do PIB

O que os dados mostram

A dívida consolidada líquida de Minas aumentou nominalmente, mas caiu 26,4 pontos quando medida contra a RCL entre 2018 e 2024. No Brasil, a dívida bruta subiu de 76,3% para 78,7% do PIB entre 2024 e 2025. O critério usa trajetória relativa, não compara os níveis percentuais entre si, e favorece Zema.

Fatores associados

Crescimento da receita ajudou Minas; juros nominais foram o principal vetor de alta federal apontado pelo Ministério da Fazenda. O acordo da dívida estadual e receitas extraordinárias também afetam o quadro mineiro.

Limites da conclusão

DCL/RCL e DBGG/PIB são indicadores distintos. A conclusão é sobre melhora contra piora dentro de cada série, não sobre qual ente tem a menor dívida absoluta.

08TributaçãoPeso 2×

Carga e aumentos de tributos

O governo preservou renda e investimento sem ampliar excessivamente a carga?

Tributos alteram preços, margem empresarial, investimento e renda disponível.
Vantagem relativa para Zema
Romeu Zema · adicional estadual retomado em 2023+2 p.p. em supérfluos
Luiz Inácio Lula da Silva · tributos federais, 2023–202419,90% → 21,30% do PIB

O que os dados mostram

A Receita Federal recalculou a série e mostrou que a carga da União subiu 1,40 ponto do PIB em 2024; PIS/Cofins, IRRF e IPI explicaram a maior parte. Houve reoneração de combustíveis, tributação de fundos fechados e offshores, mas também mais massa salarial e atividade. Em Minas, Zema propôs e sancionou a retomada do adicional de 2 pontos de ICMS sobre produtos supérfluos para o Fundo de Erradicação da Miséria. Ambos elevaram tributos em segmentos; o aumento federal foi mais amplo na carga agregada e dá vantagem relativa a Zema.

Fatores associados

Reversões de desonerações de 2022, arrecadação sobre consumo, fundos e rendimentos aumentaram a receita federal. Em Minas, o adicional incide em bens definidos como supérfluos. Não é correto chamar toda alta de arrecadação de 'imposto novo'.

Limites da conclusão

A carga estadual publicada pela RFB reúne todos os estados, não apenas Minas. O veredito considera atos documentados e amplitude, com confiança média; não mede sozinho qualidade do gasto financiado.

09TributaçãoPeso 1,5×

Simplificação do sistema

Houve reforma capaz de reduzir cumulatividade e obrigações no longo prazo?

Complexidade tributária consome tempo, eleva custo de conformidade e reduz produtividade.
Vantagem institucional; efeito ainda em aberto
Romeu Zema · regulamento mineiro desde 2023Novo RICMS
Luiz Inácio Lula da Silva · EC 132 e LC 214; transição 2026–2033IBS + CBS

O que os dados mostram

Minas substituiu o regulamento de ICMS de 2002 e simplificou rotinas, uma entrega estadual relevante. No plano nacional, a reforma já foi juridicamente aprovada: a EC 132 foi promulgada em 2023, a LC 214 foi sancionada em 2025 e a LC 227 em janeiro de 2026. O novo desenho substitui PIS, Cofins, ICMS e ISS por IBS e CBS, com crédito financeiro e tributação no destino. Pela abrangência sistêmica, a entrega institucional federal recebe vantagem.

Fatores associados

A mudança dependeu do Congresso, estados, municípios e governo federal. O ano de 2026 é uma fase de teste e adaptação de documentos fiscais; a cobrança plena avança gradualmente até 2033.

Limites da conclusão

A reforma não está 'sem sanção', mas o resultado econômico ainda não está demonstrado. A convivência entre sistemas aumenta o custo de transição, setores podem sentir efeitos diferentes e as alíquotas de referência ainda passam por cálculo e controle do TCU. A vantagem é pela mudança estrutural aprovada, não por carga menor, preço menor ou simplificação já percebida pelas empresas.

10Ambiente de negóciosPeso 1,5×

Abertura e formalização de empresas

Empreender ficou mais simples e frequente?

Burocracia afeta formalização, concorrência, investimento e geração de vagas.
Vantagem observada para Zema
Romeu Zema · abertas em MG em 2024; +15,3%99.061 empresas
Luiz Inácio Lula da Silva · tempo médio nacional de abertura no painel1 dia e 3 horas

O que os dados mostram

Minas abriu 99.061 empresas em 2024, recorde da série da Jucemg iniciada em 2019 e alta de 15,3% em um ano. O Mapa de Empresas mostra processo nacional rápido, com média atual de 1 dia e 3 horas, mas o dado é estoque institucional acumulado por União, estados e municípios. O avanço mineiro tem série local mais clara e recebe vantagem.

Fatores associados

Digitalização, Redesim, Junta Comercial, municípios, demanda e ciclo econômico participam do resultado. Abertura não garante sobrevivência do negócio.

Limites da conclusão

O balanço estadual é produzido pelo Executivo e exclui MEI em algumas contagens da Jucemg. Sem taxa de mortalidade e estoque comparável, a conclusão é restrita à entrada e simplificação.

11Qualidade do gastoPeso 1,5×

Investimento e execução

O dinheiro virou ativos e serviços, e não apenas autorização orçamentária?

Eficiência do gasto determina quanto serviço é entregue por real arrecadado.
Empate — entregas com métricas diferentes
Romeu Zema · despesas de capital de MG, 2024R$ 9,2 bi
Luiz Inácio Lula da Silva · execução financeira do DNIT, 202474,6% executado

O que os dados mostram

Minas executou R$ 9,2 bilhões em despesas de capital em 2024. O DNIT pagou R$ 15,6 bilhões entre orçamento e restos a pagar, com execução financeira de 74,6%, e aplicou R$ 10,6 bilhões em rodovias. Os dois lados apresentam execução material; as classificações contábeis não permitem transformar os percentuais em um ranking único.

Fatores associados

Reparações de Brumadinho e Mariana ampliaram o investimento mineiro; créditos extraordinários para o Rio Grande do Sul afetaram o DNIT. Carteiras plurianuais também deslocam pagamentos entre anos.

Limites da conclusão

Despesa de capital inclui amortização e inversões; execução alta não prova que cada obra foi econômica. Auditorias de custo, prazo e benefício precisam acompanhar os totais.

12EducaçãoPeso 2×

Ideb do ensino médio estadual

Qual foi o resultado de aprendizagem na mesma etapa e rede?

Aprendizagem altera produtividade, renda futura e participação cidadã por décadas.
Empate técnico — diferença de 0,1
Romeu Zema · rede estadual de MG, Ideb 20234,0
Luiz Inácio Lula da Silva · rede estadual do Brasil, Ideb 20234,1

O que os dados mostram

O Inep já publica o agregado nacional ponderado da rede estadual; por isso não é necessário somar estados e tirar uma média simples, que daria o mesmo peso a redes de tamanhos muito diferentes. Em 2023, Minas marcou 4,0 e o agregado Brasil 4,1 no ensino médio estadual. A diferença é pequena e ambos estão em patamar baixo.

Fatores associados

A execução é principalmente estadual, enquanto União financia, avalia e coordena políticas. O Ideb 2023 reúne aprendizagem e fluxo acumulados ao longo de anos, não só os primeiros meses do novo mandato federal.

Limites da conclusão

O resultado de 2023 não permite atribuir a Lula o agregado nacional nem a Zema todo o resultado mineiro. O peso alto decorre da importância da área, não de maior confiança causal.

13EducaçãoPeso 1,5×

Financiamento e expansão da oferta

Os governos transformaram orçamento em mais acesso educacional?

Oferta, permanência e infraestrutura condicionam o aprendizado medido depois.
Empate — papéis complementares
Romeu Zema · aplicação de MG em educação, 202425,3% da receita
Luiz Inácio Lula da Silva · Fundeb, ensino técnico e políticas federaisCoordenação nacional

O que os dados mostram

Minas voltou a aplicar acima do mínimo constitucional em educação. O TCE acompanhou o cumprimento da vinculação constitucional estadual, e o plano de Zema prevê ampliar tempo integral, Trilhas de Futuro e reformas escolares. A União exerce função redistributiva e suplementar, mas não administra uma 'rede nacional de ensino médio' comparável. O dado estadual é mensurável; a atuação federal é transversal e não vira um número espelhado sem distorção.

Fatores associados

Fundeb, receitas vinculadas, capacidade de execução estadual, professores, transporte e assistência estudantil se combinam. Mais gasto não garante aprendizagem, mas subfinanciamento limita a oferta.

Limites da conclusão

O percentual mineiro mede cumprimento fiscal e não qualidade. Esta categoria não inventa uma média federal inexistente; o Ideb nacional ponderado aparece separadamente no tópico anterior.

14Saúde preventivaPeso 2×

Cobertura do calendário vacinal

A recuperação ocorreu no conjunto de vacinas, e não em um imunizante isolado?

Vacinação previne mortes, internações e custos futuros em escala populacional.
Empate — recuperação ampla, metas incompletas
Romeu Zema · imunizantes acompanhados em MG, 20236 de 8 subiram
Luiz Inácio Lula da Silva · calendário infantil nacional, 202415 de 16 subiram

O que os dados mostram

O recorte foi ampliado: Minas registrou aumento em seis de oito imunizantes acompanhados em 2023; no Brasil, quinze das dezesseis vacinas infantis aumentaram em 2024. Como teste comum, a BCG chegou a 82,81% em Minas no primeiro semestre de 2024, acima dos 75,3% nacionais. A febre amarela mineira continuou abaixo da meta. O quadro é de recuperação nos dois níveis, ainda não de cobertura universal.

Fatores associados

A União compra e distribui, estados coordenam e municípios aplicam. Estoque, busca ativa, confiança, cadastro e acesso local explicam diferenças.

Limites da conclusão

Contar vacinas que subiram não mede a distância de cada uma para sua meta e os anos não são idênticos. A BCG é uma checagem comum, não uma média de todo o calendário.

15Acesso à saúdePeso 2×

Hospitais e cirurgias eletivas

A capacidade assistencial saiu do papel?

Acesso oportuno à saúde afeta mortalidade, incapacidade e renda familiar.
Empate — entregas relevantes em escalas distintas
Romeu Zema · até a saída de Zema, mar. 20262 de 5 hospitais entregues
Luiz Inácio Lula da Silva · PNRF, fev.–dez. 20241.268.050 cirurgias

O que os dados mostram

O governo mineiro concluiu os hospitais regionais de Teófilo Otoni e Divinópolis antes da saída de Zema; outros três permaneciam em conclusão. No plano federal, o Programa Nacional de Redução das Filas financiou 1.268.050 cirurgias em 2024. São entregas físicas verificáveis, mas uma mede infraestrutura estadual e a outra procedimentos coexecutados por estados e municípios.

Fatores associados

Acordos de reparação financiaram hospitais mineiros; repasses federais e pactuação tripartite financiaram cirurgias. Equipar e operar um hospital é etapa distinta de concluir a obra.

Limites da conclusão

Quantidades não medem tempo médio de espera, qualidade ou necessidade reprimida. Não dividimos hospitais por cirurgias para fabricar um vencedor.

16InfraestruturaPeso 1,5×

Rodovias entregues e condição da malha

A carteira foi convertida em quilômetros e qualidade?

Logística afeta custo de alimentos, indústria, segurança e integração regional.
Empate — execução comprovada nos dois lados
Romeu Zema · MG, concluídos até nov. 202466 obras · cerca de 2.000 km
Luiz Inácio Lula da Silva · obras e malha federal do DNIT, 2024362,99 km · 74,9% boa/regular

O que os dados mostram

O DER informou 66 obras concluídas e cerca de 2 mil quilômetros contemplados no programa mineiro. O DNIT executou 362,99 km de implantação, adequação e duplicação em 2024; a parcela da malha classificada como boa ou regular subiu de 66,8% para 74,9%. A carteira federal, portanto, deixou de ser um campo 'a auditar': há execução física e indicador de condição.

Fatores associados

Minas usou orçamento, reparações e concessões. A União elevou manutenção e recebeu crédito extraordinário. O tamanho e o tipo das malhas são diferentes.

Limites da conclusão

Os 2 mil km mineiros incluem modalidades de intervenção que não equivalem aos 362,99 km de obras estruturais do DNIT. O empate evita comparar rótulos diferentes.

17TransparênciaPeso 1,5×

Dados, pedidos e sigilos

O cidadão encontrou informações e recebeu resposta em prazo útil?

Transparência reduz assimetria de informação e permite cobrar todas as outras áreas.
Empate — bons sinais e lacunas nos dois recortes
Romeu Zema · EBT 360° de Minas, 2020Nota 10
Luiz Inácio Lula da Silva · média federal de resposta, 202413,75 dias

O que os dados mostram

Minas recebeu nota máxima da CGU na EBT 360° publicada em 2020. Na União, o Painel LAI registrou média de 13,75 dias em 2024 entre 320 órgãos, abaixo do prazo legal, e a CGU revisou decisões de sigilo determinadas no início do governo Lula. Isso cumpre parte da promessa de rever sigilos, mas não significa que todo pedido foi aberto nem impede novas restrições fundamentadas em lei.

Fatores associados

Qualidade dos portais, dados abertos, capacidade das ouvidorias e interpretação da LAI definem o resultado. Transparência ativa e resposta a pedidos são dimensões diferentes.

Limites da conclusão

A nota mineira é anterior ao segundo mandato e a média federal oculta órgãos piores e melhores. O empate reconhece resultados positivos sem transformar métricas diferentes em nota única.

18Meio ambientePeso 1×

Desmatamento e queimadas

A queda do corte raso conviveu com controle efetivo do fogo?

Impacto climático e ecológico é alto, mas a comparação territorial é menos equivalente.
Empate — desmatamento caiu, fogo disparou
Romeu Zema · políticas ambientais de MinasSem série estadual equivalente
Luiz Inácio Lula da Silva · 2024; maior número desde 2007140.328 focos na Amazônia

O que os dados mostram

Na Amazônia Legal, o PRODES registrou 11.594 km² em 2022 e estimou 5.796 km² em 2025, uma queda relevante do desmatamento anual. No Cerrado, o ciclo 2023 chegou a 11.011,70 km² e recuou para 7.235 km² em 2025. Em sentido oposto, a Amazônia teve 140.328 focos ativos em 2024, maior número desde 2007. Foi um resultado gravíssimo durante Lula 3, mas não recorde absoluto da série: 2007 teve 186.463 focos e anos anteriores também foram piores.

Fatores associados

A seca histórica aumentou a inflamabilidade, mas focos e incêndios também dependem de prevenção, fiscalização, resposta federal e estadual e uso ilegal do fogo. Alertas associados a incêndios cresceram em 2024/25, mesmo com queda do corte raso.

Limites da conclusão

PRODES mede desmatamento anual, o Programa Queimadas mede focos detectados e DETER orienta fiscalização; nenhum pode substituir o outro. Foco não equivale diretamente à área queimada. Como houve melhora forte no corte raso e piora excepcional no fogo, o veredito responsável é empate, não vantagem ambiental para Lula.

19Segurança públicaPeso 1,5×

Violência letal e registros criminais

A violência caiu na mesma direção em Minas e no país?

Violência letal afeta vida, mobilidade, investimento e confiança institucional.
Vantagem observada para Lula
Romeu Zema · homicídios estimados em MG, 2023–2024+25% na taxa estimada
Luiz Inácio Lula da Silva · Brasil, 2024; menor número da série42.590 homicídios

O que os dados mostram

O Atlas da Violência 2026 estimou 42.590 homicídios no Brasil em 2024, menor total da série. Para Minas, a taxa estimada aumentou 25% entre 2023 e 2024, embora o estado ainda estivesse abaixo da taxa nacional e outros registros, como roubos e feminicídios, tenham caído. A direção da violência letal no último ano favorece Lula neste critério.

Fatores associados

Segurança é executada principalmente pelos estados; União atua em fronteiras, inteligência, armas, presídios federais e coordenação. Facções, demografia e qualidade do registro pesam muito.

Limites da conclusão

O próprio Atlas alerta para homicídios ocultos e subnotificação. Resultado nacional durante Lula não prova causalidade federal, e um ano não resume toda a gestão Zema.

20Compromissos eleitoraisPeso 1,5×

Promessas de 2022 auditadas

Compromissos registrados no TSE viraram norma, entrega ou política em execução?

Cumprir compromissos sustenta responsabilização democrática, mas a seleção não deve dominar o placar.
Vantagem na amostra para Lula
Romeu Zema · amostra de 6 compromissos de Zema2 cumpridas · 3 parciais · 1 não concluída
Luiz Inácio Lula da Silva · amostra de 6 compromissos de Lula4 cumpridas · 2 parciais

O que os dados mostram

A amostra usa seis compromissos verificáveis de cada plano. Para Zema: novo RICMS e ampliação de concessões/obras foram cumpridos; hospitais, ensino técnico/tempo integral e transformação digital ficaram parciais; a desestatização ampla de empresas estaduais não foi concluída no mandato. Para Lula: Bolsa Família, valorização real do mínimo, novo marco fiscal e reforma tributária viraram políticas ou leis; desmatamento zero até 2030 e revisão ampla de sigilos permanecem parciais ou em curso. Pela proporção desta amostra, Lula recebe vantagem.

Fatores associados

Congresso, Assembleia, Judiciário, contratos e prazo de implantação condicionam o cumprimento. Uma lei aprovada conta como entrega institucional, mas seu resultado material é avaliado nos tópicos próprios.

Limites da conclusão

Não é auditoria exaustiva de todas as frases de campanha. Metas sem prazo vencido são 'parciais/em curso', não 'descumpridas'; promessas vagas foram excluídas para evitar julgamento subjetivo.