O que cada período recebeu e entregou
Segundo mandato estadual, em continuidade ao primeiro, com melhora do emprego, entregas rodoviárias e indicadores fiscais favoráveis, além de alertas em vacinação e comparabilidade.
Compara resultados documentados das gestões mais recentes de Romeu Zema em Minas Gerais e Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil, sem fingir que Estado e União são a mesma unidade.


Segundo mandato estadual, em continuidade ao primeiro, com melhora do emprego, entregas rodoviárias e indicadores fiscais favoráveis, além de alertas em vacinação e comparabilidade.
Nos dados já harmonizados, os dois períodos registram queda da desocupação e crescimento econômico. No ambiente, a Amazônia Legal registra queda anual no PRODES entre 2022 e 2025; o Cerrado subiu no ciclo 2023 e recuou em 2024 e 2025, enquanto alertas associados a incêndios cresceram em parte de 2024/25. O quadro é misto, não uma vantagem eleitoral direta. Zema reúne evidências estaduais favoráveis em organização fiscal, transparência e entregas rodoviárias, mas também um alerta negativo em cobertura vacinal. Como União e Estado não são unidades equivalentes, a conclusão responsável é por área — não um vencedor geral.
| Ano | Valor |
|---|---|
| 2018 | 10,8 % |
| 2019 | 10,3 % |
| 2020 | 12,7 % |
| 2021 | 12,1 % |
| 2022 | 7,7 % |
| 2023 | 5,8 % |
| 2024 | 5 % |
Como ler: A variação ocorreu durante a gestão estadual, mas emprego também responde ao ciclo econômico nacional, à pandemia, aos juros e a políticas federais. Não é possível atribuição exclusiva.
| Ano | Valor |
|---|---|
| 2022 | 9,6 % |
| 2023 | 7,8 % |
| 2024 | 6,6 % |
Como ler: A queda combina recuperação pós-pandemia, conjuntura econômica e decisões públicas de várias esferas. O indicador não isola o efeito do governo federal.
| Ano | Valor |
|---|---|
| 2022 | 3 % ao ano |
| 2023 | 3,2 % ao ano |
| 2024 | 3,4 % ao ano |
Como ler: O PIB é influenciado por safra, cenário externo, juros, crédito, políticas fiscal e monetária e base de comparação.
| Ano | Valor |
|---|---|
| 2022 | 11.594 km² |
| 2023 | 9.064 km² |
| 2024 | 6.518 km² |
| 2025* | 5.796 km² |
Como ler: O ano PRODES vai de agosto a julho; 2023 inclui cinco meses do governo anterior e sete da gestão atual. 2025 é estimativa, enquanto 2022 é taxa consolidada.
| Ano | Valor |
|---|---|
| 2022 | 10.688,73 km² |
| 2023 | 11.011,7 km² |
| 2024 | 8.174,17 km² |
| 2025 | 7.235,27 km² |
Como ler: O ano PRODES vai de agosto a julho. O valor de 2023 subiu 3,02%, mas o ciclo incluiu cinco meses do governo anterior; 2024 e 2025 registraram queda.
O mercado de trabalho melhorou durante as gestões mais recentes?
A taxa média anual de desocupação caiu 2,7 pontos em Minas e 3,0 pontos no Brasil. Os dois históricos recentes, portanto, coincidem com melhora clara do emprego. A diferença entre as quedas não funciona como placar: uma série é estadual e a outra nacional.
A recuperação pós-pandemia, serviços, agropecuária, crédito, juros e políticas de diferentes esferas atuaram ao mesmo tempo. Decisões estaduais de atração de investimentos e decisões federais sobre renda e atividade podem contribuir, mas a PNAD não separa seus efeitos.
É possível atribuir o resultado ao período das gestões; não é possível concluir, com essas duas séries, que um dos candidatos causou sozinho a queda ou foi superior ao outro.
A economia cresceu acima da inflação?
Minas cresceu 3,1% em 2023; o Brasil cresceu 3,2% em 2023 e 3,4% em 2024. Os resultados são positivos nos recortes publicados, mas não comparam duas administrações sobre o mesmo território, orçamento ou competência.
Safra, commodities, serviços, juros, crédito e cenário internacional afetam os dois recortes. A política federal influencia Minas, e o desempenho mineiro compõe o PIB brasileiro.
Comparar 3,1% com 3,2% como se fossem notas independentes contaria parte da mesma atividade duas vezes e ignoraria diferenças de estrutura econômica.
As contas terminaram em posição mais sustentável?
A gestão Zema tem mudança documentada de déficit orçamentário para superávit e redução posterior de passivos. Para Lula, esta versão ainda não publicou uma série federal equivalente, com o mesmo conceito e janela, por isso não transforma apenas um lado documentado em vitória automática.
Receitas extraordinárias, inflação, transferências, acordos de reparação, regras fiscais e o ciclo econômico alteram fortemente os resultados. União e Estado também têm estruturas de dívida e competências distintas.
Resultado orçamentário estadual não deve ser colocado ao lado de resultado primário federal sem reconciliação contábil. A comparação seguirá aberta até a base federal ser harmonizada.
Os resultados educacionais avançaram?
O Ideb do ensino médio estadual mineiro subiu 0,4 ponto, mas ficou estável em 4,0 entre 2019 e 2023. O dado mostra avanço sobre a linha de base e também estagnação recente. Ainda não há neste relatório um recorte federal equivalente para Lula.
A rede estadual executa a maior parte do ensino médio; União, municípios, escolas, profissionais e famílias também influenciam financiamento, aprendizagem e fluxo.
Sem a mesma etapa, rede, edição e regra de cálculo, não há comparação responsável entre os candidatos neste tópico.
O desmatamento caiu em todos os recortes oficiais?
Na Amazônia Legal, a taxa anual oficial do PRODES caiu de 11.594 km² em 2022 para 6.518 km² em 2024 e para a estimativa de 5.796 km² em 2025. No Cerrado, houve alta de 3,02% no ano PRODES 2023, chegando a 11.011,70 km², seguida de queda para 8.174,17 km² em 2024 e 7.235,27 km² em 2025. Portanto, é correto falar em queda recente nas duas séries, mas não em melhora uniforme durante todo o Lula 3.
Fiscalização, comando e controle, crédito, preços agropecuários, governos estaduais, dinâmica fundiária, seca e incêndios influenciam os resultados. No recorte DETER de agosto de 2024 a junho de 2025, alertas na Amazônia cresceram 8,4% por causa do avanço da classe associada a incêndios, enquanto o corte com solo exposto recuou.
PRODES é a taxa anual oficial de corte raso; DETER é um sistema expedito de alertas para fiscalização e não deve ser lido como taxa mensal. O ciclo PRODES 2023 mistura cinco meses do governo anterior e sete do atual. Como Zema governou Minas Gerais, fora da Amazônia Legal, não há placar direto entre os dois neste critério.
A cobertura se aproximou das metas oficiais?
A cobertura publicada para febre amarela em Minas caiu e ficou distante da meta de 95%. É um ponto negativo observado durante Zema, ainda que outros imunizantes tenham apresentado recuperação parcial recente.
Desinformação, acesso local, efeitos da pandemia e organização tripartite do SUS afetam as coberturas. Estados, municípios e União compartilham responsabilidades.
Sem extrair o mesmo imunizante, período e população para o Brasil, o relatório não declara vantagem para Lula; registra o problema no histórico mineiro.
Anúncios foram convertidos em execução física?
O DER mineiro informa 66 obras concluídas e cerca de 2 mil quilômetros contemplados, uma entrega material relevante no histórico de Zema. O relatório ainda não aplicou a mesma distinção entre anunciado, contratado, em obra e concluído à carteira federal de Lula.
Orçamento estadual, acordos de reparação e concessões contribuíram para a execução. Obras federais dependem de outra malha, orçamento e governança.
Sem inventários equivalentes, a entrega mineira é registrada como ponto positivo, mas não como vitória direta sobre Lula.
Os governos facilitaram o controle social?
Minas alcançou nota máxima na avaliação da CGU publicada em 2020, um ponto positivo verificável no primeiro mandato de Zema. A União não é avaliada na mesma posição da escala destinada a entes subnacionais, o que impede uma nota espelhada para Lula.
Portais, publicação de receitas e despesas, licitações e respostas reais a pedidos de informação formam o indicador.
A avaliação retrata um período específico e transparência formal não garante completude de todas as bases. O resultado não sustenta um ranking direto entre os dois candidatos.