1. Hierarquia de fontes
Priorizamos documentos primários: Justiça Eleitoral, IBGE, Tesouro Nacional, Banco Central, INEP, INPE, Datasus, ministérios, tribunais e portais de transparência. Fontes partidárias só comprovam atos partidários, como convenções; não validam sozinhas resultados de gestão. Reportagens entram apenas quando não há registro oficial suficiente e nunca substituem a fonte primária disponível.
2. Unidade de análise
Cada mandato é analisado separadamente. Mandatos consecutivos podem ter uma visão consolidada, mas linhas de base, crises e equipes não são misturadas por padrão. Em comparações entre União e Estado, medimos cada governo dentro de sua competência e explicitamos quando a equivalência diminui.
3. Comparabilidade
- Usamos o agregado oficial ponderado quando ele existe. No Ideb, por exemplo, o resultado Brasil publicado pelo Inep é preferível à média simples dos estados.
- Valores monetários recebem unidade, natureza nominal ou real, índice de correção e data-base.
- Autorizado, empenhado, liquidado e pago são estágios distintos.
- Anúncio, protocolo de intenção, contrato e execução de investimento não são sinônimos.
- Séries com ruptura metodológica não são emendadas sem harmonização.
- Quando não há métrica espelhada, mostramos resultados verificáveis das duas esferas e o veredito pode ser empate.
4. Causalidade
Separamos resultado observado, decisão comprovada, fatores externos, políticas de outras esferas, continuidade de programas, mudança metodológica e interpretação técnica. Preferimos expressões como “ocorreu durante a gestão” ou “há evidências de contribuição”.
5. Placar e pesos
Todo critério termina em vantagem para um lado ou empate. O peso mede o alcance social e a duração provável do impacto; não mede simpatia política nem certeza causal. A regra é editorial, pública e revisável:
Emprego e renda, inflação e poder de compra, resultado fiscal, dívida, carga tributária, educação e saúde. Essas áreas afetam o orçamento familiar, o acesso a serviços e as oportunidades por muitos anos.
Crescimento, reforma tributária, ambiente de negócios, qualidade do gasto, infraestrutura, transparência, segurança e compromissos eleitorais.
Temas setoriais ou territoriais em que União e Estado não têm atribuições e bases diretamente espelhadas. O impacto pode ser alto, mas a comparação é menos simétrica.
Vitórias recebem o peso integral. Empates preservam o mesmo peso em uma coluna separada: não são divididos entre os concorrentes. O site exibe também a quantidade simples de categorias, para que o leitor veja se o placar ponderado depende de poucos temas. Economia recebe peso alto porque emprego, inflação, tributos, dívida e gasto público afetam renda e investimento — mas seus subtemas não são reunidos em um único “supervoto”.
6. Classificação e confiança
Avanço exige melhora verificável em meta, obrigação legal, comparação histórica ou auditoria. Retrocesso usa os mesmos critérios em direção oposta. Misto pode descrever a evidência dentro do texto, mas o placar final da categoria é vantagem ou empate. Inconclusivo sinaliza ausência de base e impede uma vitória artificial.
Confiança alta: fonte primária e método estável. Média: dado oficial com limitações relevantes ou interpretação necessária. Baixa: evidência incompleta; conteúdos assim não entram como conclusão destacada.
7. Auditoria de promessas
Partimos do plano de governo registrado no TSE e selecionamos compromissos concretos, verificáveis e ligados ao mandato analisado. Cada item é classificado como cumprido, parcial/em curso ou não concluído. Meta cujo prazo ainda não venceu não é tratada como descumprida. Aprovar uma lei conta como entrega institucional, mas o resultado material da lei é avaliado em categoria própria.
8. Revisão e correções
Cada registro guarda data de consulta, versão e status editorial. Correções materiais devem indicar o que mudou, por quê e quando — sem apagar o histórico. Pesos, fontes e vereditos podem mudar quando uma série oficial é revisada ou uma nova entrega se torna verificável.